Num jornal de SP, li o depoimento de uma mãe que perdeu no acidente da TAM ,dois filhos adolescentes: O recado que a vida me deu ao ver aquele avião queimando com os meus filhos sem eu poder fazer nada foi: ‘Você não manda em nada‘. Aprendi a deixar de ser arrogante com a vida. Vesti minha impotência. Mas descobri um poder de cuidar de mim. Lidar com a perda é a construção de uma nova vida. Vivo de saudade, mas não me pauto pela tristeza. O que me dá serenidade é acreditar que vou reencontrar meus filhos. Leio livros Espíritas, vou à missa aos domingos e faço terapia.
Este relato ilustra claramente a dor da perda de uma experiência marcante e bastante dolorosa, que é perder dois filhos ao mesmo tempo de forma trágica.
Não há como impedir determinados acontecimentos - a não ser compreender as lições que devemos extrair das experiências dolorosas da vida.
Não podemos mudar determinados acontecimentos da vida, mas podemos mudar a forma como vamos reagir aos obstáculos que a vida nos impõe. Ou seja, o que mais importa ao nosso aprimoramento espiritual - enquanto seres espirituais em evolução -, são as lições que devemos extrair diante das adversidades da vida, ao invés de ficarmos revoltados, agressivos, amargos , infelizes, etc. Portanto, lidar com o sofrimento é um aprendizado, uma oportunidade.
Não é por acaso que a palavra crise tem um duplo sentido: Perigo e Oportunidade para dar uma virada, um período crucial, decisivo para se mudar algo na vida.
Perceba que toda a mudança vem precedida de uma crise. A crise, portanto, convida todos a mudarem, reverem suas atitudes diante da vida. Todavia, se você vê a crise como uma inimiga, algo nefasto, se recusa a rever sua forma de pensar, acaba se fechando para a vida e se torna rígido, inflexível.
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