domingo, 10 de outubro de 2010

Pedido de Desculpas a alguém especial

Sei que não sou perfeita, e sinceramente nem quero ser, e é por esse motivo que estou aqui pedindo perdão, pelos meus erros.Errei muito e estou lutando para melhora-los.


Me perdoa?

Como lidar com a dor da perda?

Num jornal de SP, li  o depoimento de uma mãe que perdeu no acidente da TAM ,dois filhos adolescentes: O recado que a vida me deu ao ver aquele avião queimando com os meus filhos sem eu poder fazer nada foi: ‘Você não manda em nada‘. Aprendi a deixar de ser arrogante com a vida. Vesti minha impotência. Mas descobri um poder de cuidar de mim. Lidar com a perda é a construção de uma nova vida. Vivo de saudade, mas não me pauto pela tristeza. O que me dá serenidade é acreditar que vou reencontrar meus filhos. Leio livros Espíritas, vou à missa aos domingos e faço terapia.

Este relato ilustra claramente a dor da perda de uma experiência marcante e bastante dolorosa, que é perder dois filhos ao mesmo tempo de forma trágica.
Não há como impedir determinados acontecimentos - a não ser compreender as lições que devemos extrair das experiências dolorosas da vida.

Não podemos mudar determinados acontecimentos da vida, mas podemos mudar a forma como vamos reagir aos obstáculos que a vida nos impõe. Ou seja, o que mais importa ao nosso aprimoramento espiritual - enquanto seres espirituais em evolução -, são as lições que devemos extrair diante das adversidades da vida, ao invés de ficarmos revoltados, agressivos, amargos , infelizes, etc. Portanto, lidar com o sofrimento é um aprendizado, uma oportunidade.
Não é por acaso que a palavra crise  tem um duplo sentido: Perigo e Oportunidade para dar uma virada, um período crucial, decisivo para se mudar algo na vida.

Perceba que toda a mudança vem precedida de uma crise. A crise, portanto, convida todos a mudarem, reverem suas atitudes diante da vida. Todavia, se você vê a crise como uma inimiga, algo nefasto, se recusa a rever sua forma de pensar, acaba se fechando para a vida e se torna rígido, inflexível.

Começa em cada um

por Maria Cristina Tanajura - tinatanajura@terra.com.br

Para sermos felizes, precisamos amar. Em primeiro lugar, a nós mesmos, procurando resolver as inquietações interiores, tentando compreender o porquê das tristezas que assomam sem que pareçam ter alguma ligação com a nossa realidade, enfim, nos aceitando. Parece uma receita fácil, mas sabemos que não é. Exige que deixemos um pouco de lado a rigidez e as exigências de perfeição, pois sem isto, viveremos sempre a nos julgar culpados e inadequados. Dizendo isto, não penso que devamos ignorar nossos erros, mas acho que é necessário que nos perdoemos e usemos a energia do amor para nos modificarmos, andando sempre pra frente.


Em seguida, e só nesta ordem, podemos começar a amar o outro. Aquele que é parecido conosco em essência, mas que na verdade é tão diferente de nós também. Normalmente, com o mesmo peso que usamos para nos julgar, analisamos os erros dos demais. Se nos perdoamos, mesmo que em meio à tristeza de termos mais uma vez errado, também conseguimos relegar e aceitar o outro com suas fraquezas.


Amar o que fazemos é fundamental! Pois tudo que é feito com amor dá bons frutos, é valoroso, tem mais chance de ser apreciado. Seja o que for que estivermos fazendo naquele momento mágico chamado presente, que seja feito de forma amorosa, como se estivéssemos trabalhando para Deus, pois na verdade Ele está em cada pessoa em torno de nós. Desta forma, se não tivermos recompensa financeira pelo feito, a alegria e o bem-estar que sentiremos logo após serão nossas e estaremos muito bem pagos.

Texto do site Somos todos um ( vale a pena refletir)

Por onde anda sua criança?
:: Rosemeire Zago ::



"A imagem da criança representa a mais
poderosa e inelutável ânsia em cada ser humano,
ou seja, a ânsia de realizar a si próprio".
Jung


Dia 12 será Dia das Crianças... uma data propícia para lembrarmos que todos fomos um dia criança e ela continua viva dentro de cada um de nós, ainda mais se foi uma criança ferida.
Todos sabem de meu interesse por esse assunto fascinante que é nossa criança interior, por isso quero colocar aqui algumas palavras de Jung que mostram como ele próprio se aprofundou no assunto:
"... Duas vezes passei em revista toda a minha vida em todos os seus pormenores, detendo-me particularmente nas lembranças da infância, pensando encontrar em meu passado alguma coisa que pudesse ser a causa de uma possível perturbação...
Abandonei-me assim, conscientemente, ao impulso do inconsciente...
Se eu quisesse, entretanto, restabelecer o contato com essa época de minha vida, só me restava voltar a ela acolhendo outra vez a criança que, então, se entregava aos brinquedos infantis.
Esse momento marcou um ponto crucial no meu destino. Todos os dias depois do almoço, se o tempo permitia, eu me entregava ao brinquedo de construção... "
Jung
Trecho do livro: Memórias, Sonhos, Reflexões.

Jung nos mostra como é importante entrar em contato com a criança que fomos um dia para assim entender alguns de nossos conflitos, e mais ainda, para manter nossa saúde mental.
Uma das maneiras de fazer isso é relembrando o que gostava de brincar... você se lembra do que brincava? Pare por alguns segundos e faça uma viagem no tempo... quais eram suas brincadeiras favoritas? Há quanto tempo não faz isso? E o que gostava de comer? Pense em se dar um desses presentes não apenas nesse feriado, mas também nos outros dias durante o ano. Procure lembrar de você criança... qual imagem lhe vem à mente? Qual idade você tinha? Que tal se comprometer consigo mesmo e fazer algo por você?

Na verdade, tudo começa nos primeiros anos de vida... umas das causas dos conflitos em nós adultos é a falta de amor, atenção e aceitação de quando éramos crianças. Assim, aos poucos, vamos nos tornando aquilo, ou quem, querem que sejamos... e nos perdemos. Nos perdemos de nossa essência, de nossa criança, de quem somos de verdade, aquilo que Jung chama de Self. A maior mágoa que uma criança pode sofrer é a rejeição do eu autêntico, pois em seu pensamento acredita estar sendo punida por ser quem ela é. Não era certo querer o que queria, pensar o que pensava, falar o que falava, ver o que via, ouvir o que ouvia, sentir o que sentia, enfim, não era certo ser ela mesma.
E o que isso gera? Além de muitos, muitos conflitos, uma necessidade enorme em agradar, para quem sabe, ser aceito e amado. Essa é nossa maior busca! Você já percebeu que estamos sempre buscando aprovação, reconhecimento e aceitação? E como nos frustramos quando não recebemos e muitas vezes sequer percebemos?

Quem de nós foi amado e aceito incondicionalmente desde criança? Poucos de nós tivemos uma infância com compreensão e amor total e, por isso, a maioria de nós tem dentro de si uma criança interna abandonada e ferida. E por não suportarmos essa dor, fugimos de todas as formas para não entrar em contato com ela ou qualquer lembrança dessa época. Mas negar a dor não a faz sumir, como diz Alice Miller: "Não são os traumas que sofremos na infância que nos tornam emocionalmente doentes, mas sim a incapacidade de expressá-los". Ou seja, quanto mais reprimimos tudo aquilo que nos fizeram sentir, mais doentes nos tornamos.

Sabemos que a sensação de ter valor é essencial à saúde mental. Essa certeza deve ser obtida na infância. Crianças abandonadas através da negligência de suas necessidades básicas, da falta de respeito por seus sentimentos, do controle excessivo, da manipulação pela culpa, ainda que ocultos, entram na vida adulta, com uma noção profunda de que o mundo é um lugar perigoso e ameaçador, não confiando em ninguém, porque, na verdade, não desenvolveu mecanismos para confiar em si mesma. Sente-se abandonado ainda quem foi criado por babás, em colégio interno, distante de seus pais, ou não se sentiu amado ainda no útero materno. É muito comum também a criança se sentir abandonada em famílias muito numerosas, onde há muitos irmãos, e os pais não conseguem dar atenção a todos. Se quando criança você foi amado por suas realizações e desempenho, e não por você mesmo, seu eu autêntico também foi abandonado.

Todas as crianças ficam aterrorizadas diante da possibilidade do abandono. Esse medo começa por volta dos seis meses. Para a criança, o abandono por parte dos pais é equivalente à morte, pois além de se sentir abandonada, ela mesma aprende a se abandonar ao se tornar o que esperam que ela seja. Ou seja, de alguma forma todos temos dois grandes abandonos registrados, o que pode gerar outro grande conflito: a necessidade de ser cuidado e o medo de ser abandonado. Queremos que nos cuidem, mas ao mesmo tempo temos muito medo de sermos abandonados, por isso muitas pessoas fogem de relacionamentos mais sérios temendo novo abandono. Assim como o abandono e a rejeição, a superproteção também é uma forma de abuso infantil.

Por tudo isso, é preciso saber que grande parte do que você acreditou que era cuidado paterno ou materno, pode ter sido, abuso. O abuso infantil, ou maus-tratos infantil, é o abuso físico, sexual e/ou psicológico de uma criança, por parte de seus pais e/ou responsáveis. Infelizmente, o tipo mais freqüente de maus-tratos contra a criança ou adolescente é a violência física doméstica, que ocorre na maioria das vezes no convívio familiar. Mas, devo lembrar que a violência psicológica/emocional, a qual envolve agressões com xingamentos, depreciação, discriminação, humilhação, vergonha, desrespeito e punições exageradas com palavras, e ainda as agressões silenciosas, todas essas agressões não deixam marcas visíveis como na violência física, mas causam danos por toda a vida.

Estou dando apenas alguns exemplos para que cada um perceba que muitas de suas dificuldades atuais podem sim ter como origem o ambiente em que cresceu e se você continuar inclinado a minimizar e/ou justificar o modos pelo qual foi envergonhado, ignorado, rejeitado, abandonado, não conseguirá ouvir sua criança. Por isso é importante aceitar o fato de que essas coisas, na verdade, feriram sua alma. Não estou aqui para buscar culpados, com certeza seus pais fizeram o melhor que conseguiram, mas sim, fazer com que consiga entender muitas de suas dificuldades atuais. Enquanto não tomar consciência do conflito entre seu anseio por um amor perfeito da parte de seus pais e seu ressentimento contra eles, estará se confrontando constantemente com problemas e padrões repetidos que têm origem na tentativa de reproduzir a situação da infância para corrigi-la.

Mas você deve estar se perguntando: O que eu hoje, adulto, posso fazer? Pode fazer muito! O primeiro passo é reconhecer a presença de sua criança dentro de você e perceber suas necessidades e sentimentos. O contato com a criança interior, ela saber que alguém está ali e que não precisa mais ficar sozinha, traz um alívio imediato. O reencontro com sua criança interior é a maior fonte de cura. Compete ao adulto em você decidir fazer esse trabalho. Procure ajuda. Decida acolher a criança que um dia foi abandonada, ouça essa criança, deixe que expresse toda sua dor do passado, Mas se não conseguir fazer esse trabalho sozinho, procure um profissional de sua confiança. Enfim, a maneira com que nos cuidamos quando adultos, muitas vezes reflete a maneira com que fomos cuidados quando crianças. Pense nisso!

E apesar de tanta dor, e até por saber que ela existe dentro de você, comece a ser mais compreensivo consigo mesmo, mais amoroso, menos exigente. E abrace sua criança como sempre desejou ser abraçado! Você e ela merecem! Feliz dia das crianças!

sábado, 9 de outubro de 2010

O que machuca mais velhas feridas ou novas feridas?

Penso que as velhas feridas pois se não nos livramos delas,
elas vêm somar-se às novas rsrsrs.

Mágoas, tristezas, rancores e sentimentos que levam à desejo de vingança é tomar veneno.

As novas feridas doem é fato mas depois que saram a gente percebe que estamos mais maduros para a vida e com mais condições de valorizar o que temos e isso é uma boa parcela de felicidade!
Já alimentar velhas feridas nos leva para o fundo, para a depressão, para a melancolia e neurastenia, isso é voltar os olhos para trás e perder uma grande chance de ser feliz.

de sua opinião

Laços Eternos ( Vale a pena repensar um pouco a vida)

Hoje, ao atender o telefone que insistentemente exigia atenção,
o meu mundo desabou.

Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha
me informava que o meu melhor amigo,
meu companheiro de jornada, meu ombro camarada,
havia sofrido um grave acidente,
vindo a falecer quase que instantaneamente.

Lembro de ter desligado o telefone,
e caminhado a passos lentos para meu quarto, meu refugio particular.

As imagens de minha juventude
vieram quase que instantaneamente a mente.

A faculdade, as bebedeiras, as conversas em volta da lareira
até altas horas da noite, os amores não correspondidos,
as confidencias ao pé do ouvido, as colas,
a cumplicidade, os sorrisos...
AHHHHH... os sorrisos....
Como eram fáceis de surgir naquela época.

Lembrei da formatura, de um novo horizonte surgindo...
das lágrimas e despedidas,
e principalmente, das promessas de novos encontros.

Lembro perfeitamente de cada feição do melhor amigo
que já tive em toda a vida: em seus olhos a promessa
de que eu nunca seria esquecida.
E realmente, nunca fui.

Perdi a conta das vezes em que
ele carinhosamente me ligava
quando eu estava no fundo do poço.

Ou das mensagens - que nunca respondi -
que ele constantemente me enviava,
enchendo minha caixa postal eletrônica de esperanças
e promessas de um futuro melhor.

Lembro que foi o seu rosto preocupado
que vi quando acordei de
minha cirurgia para retirada do apêndice.

Lembro que foi em seu ombro
que chorei a perda de meu amado pai.

Foi em seu ouvido que derramei
as lamentações do noivado desfeito.

Apesar do esforço para vasculhar minha mente,
não consegui me lembrar de uma só vez
em que tenha pego o telefone para ligar
e dizer a ele o quanto era importante para mim
contar com a sua amizade.

Afinal, eu era uma mulher muito ocupada.
Eu não tinha tempo.

Não lembro de uma só vez em que me preocupei
de procurar um texto edificante e enviar para ele,
ou qualquer outro amigo,
com o intuito de tornar o seu dia melhor.
Eu não tinha tempo.

Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa,
como aparecer de repente com uma garrafa de vinho
e um coração aberto disposto a ouvir.
Eu não tinha tempo.

Não lembro de qualquer dia em que
eu estivesse disposta a ouvir os seus problemas.
Eu não tinha tempo.

Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas.
Não me dignei a reparar que constantemente
meu amigo passava da conta na bebida.
Achava divertido o seu jeito bêbado de ser.
Afinal, bêbado ou não ele era
uma ótima companhia para mim.
Só agora vejo com clareza o meu egoísmo.

Talvez - e este talvez vai me acompanhar eternamente
- se tivesse saído de meu pedestal egocêntrico
e prestado um pouco de atenção e despendido
um pouquinho do meu sagrado tempo,
meu grande amigo não teria bebido até não agüentar mais
e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle
de um carro que com certeza,
não tinha a mínima condição de dirigir.

Talvez, ele, que sempre inundou o meu mundo
com sua iluminada presença,
estivesse se sentindo sozinho.

Até mesmo as mensagens engraçadas
que ele constantemente deixava
em minha secretaria eletrônica,
poderiam ser seu jeito de pedir ajuda.

Aquelas mesmas mensagens que simplesmente
apaguei da secretaria eletrônica,
jamais se apagarão da minha consciência.

Estas indagações que inundam agora
o meu ser nunca mais terão resposta.

A minha falta de tempo me impediu de respondê-las.

Agora, lentamente escolho uma roupa preta
- digna do meu estado de espírito e pego o telefone.
Aviso o meu chefe de que não irei trabalhar hoje
e quem sabe nem amanha, nem depois...,
pois irei tirar o dia para homenagear
com meu pranto a uma das pessoas que mais amei nesta vida.

Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo,
entre lágrimas e remorsos, de que para isto,
para acompanhar durante um dia inteiro
o seu corpo sem vida, eu TIVE TEMPO!

Descobri que se você não toma as rédeas da tua vida
o tempo te engole e te escraviza.

Trabalho com o mesmo afinco de sempre,
mas somente sou "a profissional" durante o expediente normal.

Fora dele, sou um ser humano.
Nunca mais uma mensagem da minha secretaria eletrônica
ficou sem pelo menos um "oi" de retorno.

Procuro constantemente encher a caixa eletrônica
dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores.

Escrevo cartões de aniversario e de natal,
sempre lembrando as pessoas de como elas
são importantes para mim.

Abraço constantemente meus irmãos e minha família,
pois os laços que nos unem são eternos.

Esses momentos costumam desaparecer com o tempo,
e todo o cuidado e pouco."

Só Tu ( Paulo Setubal)



De todos os que me beijaram,
De todos os que me amaram,
Já nem lembro, nem sei
São tantos os que me beijaram,
São tantos os que beijei
Mas tu, que rude contraste,
Tu que jamais me beijaste,
Tu que jamais abracei
Só tu nesta alma ficaste.
De todos os que me amaram,
De todos os que amei.

Poema da amizade

Amigo é aquela pessoa que o tempo não apaga,que a distância não esquece,que a maldade não destrói.É um sentimento que vem de longe,que ganha lugar no seu coração e você não substitui por nada.É alguém que você sente presente,mesmo quando está longe...Que vem para o seu lado quando você está sozinho e nunca nega um sentimento sincero.Ser amigo não é coisa de um dia,são atos, palavras e atitudes que se solidificam no tempo e não se apagam mais.Que ficam para sempre como tudo que é feito com o coração aberto.


Para aqueles que me ajudam a viver cada minuto da minha vida que ainda resta